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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Corre Cincinato, rápido!

Desta vez deveriam ser atentos os eleitores. Não dá, não consigo me esquecer da política mesmo tendo ao meu redor somente tucanos. O programa Minha Casa, Minha Vida já mostrou proficiência no que toca do assunto habitacional, sobretudo se comparado com o programa habitacional do estado mais potente do país, São Paulo. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, fomentada pela iniciativa privada, do governo paulista demonstrou mais uma vez que somente em épocas eleitorarias a história é diferente. Enquanto no mesmo bairro, pessoas vivem com luz elétrica, saneamento básico e um teto decente, outros do FLM têm que se virar e invadir prédios abandonados na esperança que se cumpra a promessa do governador de que lhes asseguraria uma residência desde que saíssem da favela.
Contudo, o FLM tem se mostrado paciente em relação à resolução problemática. Uns semelhantes já teriam invadido o sistema e implantado o seu way of life, subentende-se MST. Ambos têm um fundo filosófico imputado nas ideologias sociais dos grupos, eles não o sabem mas na Roma Antiga os irmãos Graco já haviam tentado a reforma habitacional, além da reforma agrária, e um lavrador, chamado Cincinato, abandonou o seu habitat bucólico para salvar as casas de Roma. Este, um líder nato, provavelmente pioneiro do sindicalismo e heroi em sua função.
A frente de luta por moradia espera, pacientemente, pela aplicação do A casa é sua, do trigovernador que foi eleito para continuar um trabalho bem sucedido. Enquanto isso, o pessoal revoltoso pode ficar sem beber água, sem comida que não influi na economia mesmo. Vendo isso, Cincinato nunca teria largado o seu arado para salvar sua Roma, apenas corerria no horizonte, bem rápido! Ê seu Cincinato.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

No, it can't

Hoje de manhã recebi às revistas semanais que minha família assina. Confesso que me deu um baque vermelho quando vi a capa da Veja. Crítica à dualidade da electível e mais enquetes e matérias ferozes no conteúdo do jornal semanal, um capítulo aditivo para as vidas eleitorarias.
Não presumo às ofensivas e intenções deles, mas como se não bastassem os Mainardis e Toledos da vida, ainda tenho que ver uma de minhas leituras favoritas imergir em um mar de lágrimas. Quanto desse sal, não são lágrimas de uma assinatura mensal.
O citado choque é devido à pregação que a revista tem de não tomar partido e apesar de velado ocultar o bico ornitológico que possui, mesmo quando presidentes são achincalhados, escândalos são descobertos e acordos internacionais são selados. Agora resta a decepção de me contrariar partidariamente e ainda construir bases infundáveis para influenciar no processo das eleições.
Um bom exemplo foram as eleições norte-americanas. O jornal The New York Times apoiou sintoticamente a campanha Yes We Can e tomou partido, demonstrando que um meio de comunicação tão importante quanto o jornal é, pode se expressar politicamente e demonstrar conhecimento de causa.
Sinto ainda um acalento lendo a Carta Capital, mas a Veja, de expressão, caiu no meu conceito.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Olhe a sua trave primeiramente

Certamente você, leitor, já se perguntou porquê dos candidatos reprimirem à proposta de eleição de artistas decadentes, cantores, boleiros reformados entre outros. Justifica-se que a política brasileira e o povo não deve ser representado com gracejos e pandeguices, embora muitos dos justificadores também não tenham subsídio político suficiente para protelar contra ninguém. O fato é que historicamente é muito difícil reconhecer algum governante academicamente formado político.
Encontram-se em nossa história líderes militares opulentos, coronéis, estudiosos burgueses e líder social. A qualidade da gestão é determinada pelo afago que o candidato dá na maior parte da população e quanto ele agrada aos gregos e troianos. Ultimamente temos visto uma atuação digna do atual presidente, que além de estabelecer contatos, elevou a economia do país de uma forma nunca antes presenciada, salvo os erros que todos têm. Isso nos leva a crer que ele é um estudioso nato. Balela. É um metalúrgio reformado que preenchia a política como vocação de Weber. Incontestável.
Em suma, não deve ser subjulgada a formação profissional, todavia a capacidade de estabelecer projetos e praticá-los de maneira que beneficie somente à sociedade, sem os costas-largas, uma vez que nossa sociedade não pressupõe uma academia de formação política da qual os electíveis se esquecem e comentam sobre a trave nos olhos dos outros, porém não veem às suas.